A menina estava na cozinha, olhando com atenção a mãe, que fazia um bolo. Os olhos da menina estavam arregalados… Ela via a mãe misturar os ingredientes, bater a massa, colocar mais alguma coisa, bater mais… De vez em quando ela parava e ia olhar um livro que estava aberto na mesa da cozinha.
“O que é que você tanto olha aí, mãe?” perguntou a menina. “É a receita, minha filha. É um bolo diferente, que eu ainda nunca fiz. Preciso seguir a receita, para não errar”. A menina, que já estava sonhando com o gostinho delicioso do bolo, achou estranha a resposta da mãe. “O que é que é ‘receita’, mãe?” “Receita é o que ensina a gente a fazer alguma coisa. Quando você teve aquela gripe forte, o doutor passou uma receita, ensinando qual era o remédio que você tinha que tomar para ficar boa. Agora, estou fazendo este bolo e estou olhando a receita para acertar, e o bolo ficar bom”. A menina pensou, pensou, e fez uma outra pergunta: “Tem receita p’ra tudo, mãe?” Aí foi a mãe que parou um momento, olhou para a menina com ternura, passou a mão no seu rostinho com carinho e disse: “Acho que para quase tudo, minha filha”…
Deixemos agora a mãe fazer o seu bolo, mas fiquemos com a reflexão que a menina tinha provocado nela. Será que existe uma receita para tudo? Será que existe algo que possa nos ensinar a acertar tudo o que fazemos?… Assim como existem várias receitas de cozinha e receitas de farmácia, será que existe uma receita de vida?… Será que existe esta receita?… Será que ela poderia ensinar esta receita à sua menina, para que ela pudesse acertar em todas as decisões que precisaria tomar na vida?… Esta seria “a receita” que todas as mães e todos os pais gostariam de poder ensinar a seus filhos.
Estamos vivendo um ano especial, um Ano Santo, um Jubileu, que acontece a cada vinte e cinco anos. O último foi no ano 2000, o próximo será em 2050. E este é o Jubileu da Esperança. A celebração de um ano de Jubileu é algo que vem desde os tempos do Povo de Deus do Antigo Testamento. Era um tempo de celebração, de oração, de ação de graças por tudo aquilo que temos recebido de Deus. Nós, cristãos herdamos este bonito costume de ter um tempo em que, de modo muito especial, agradecemos a Deus por tudo o que ele nos tem dado, pedimos perdão por aquilo que em nossa vida não foi de seu agrado e damos uma reorientação a nossos atos, a nossa vida.
Um costume seguido por muitos num Ano Santo é fazer uma peregrinação. Muitas pessoas fazem uma peregrinação a Roma, que é o centro de nossa Igreja, onde está aquele que sucede ao apóstolo Pedro, que recebeu a missão de “confirmar os irmãos na fé”. Mas Roma fica longe e nem todos podem fazer uma viagem destas… Mas nem por isso ficam impedidos de fazer uma peregrinação do Ano do Jubileu.
Podemos fazer uma peregrinação a um Santuário ou à Catedral de nossa Diocese, com a intenção de celebrar o Ano Santo.
Há poucos dias atrás, um número muito grande de jovens, cerca de mais de um milhão, vindos de146 países, se encontrava em Roma para celebrar o Jubileu dos Jovens. No último dia antes do término de sua peregrinação, estes jovens fizeram uma noite de adoração ao ar livre, nos arredores de Roma. Na Missa do final do encontro, o Papa Leão XIV esteve com eles e lhes deu uma série de conselhos para bem viver. Aqui coloco alguns destes conselhos:
               • Para construir relações verdadeiras, busquem a verdade da fé que não decepciona e a beleza que não passa.
               • A amizade pode mudar o mundo; ela pode ser o caminho para a paz.
               • Nenhuma amizade é fiel se não for em Cristo. E é só nele que ela pode ser feliz e eterna.
               • Viver sem fé, sem ter algo a defender, sem lutar pela verdade não é viver; é simplesmente existir.
               • Escolher não significa apenas optar por algo, mas sim por alguém.
               • Caros jovens, Jesus é o amigo que nos acompanha sempre na formação de nossa consciência. Se vocês quiserem realmente encontrar o Senhor Ressuscitado, escutem sua palavra, que é o Evangelho da salvação.
              • Cristo transforma nossas vidas e ilumina nossos afetos, desejos e pensamentos.
              • Há uma questão ardente em nossos corações, uma necessidade de verdade que não podemos ignorar e que nos leva a nos perguntar: o que é a verdadeira felicidade? Comprar e consumir não bastam. Precisamos levantar os olhos, olhar para o que está acima para perceber que tudo neste mundo só tem sentido se servir para nos unir a Deus e aos nossos irmãos, no amor.

Santa Maria Eugênia, nossa Mestra de Vida, também nos dá alguns conselhos:
         • É preciso que as pessoas, ao saírem de perto de vocês, tenham a alma dilatada, o coração alegre.
         • Para amar, é preciso ser humilde.
         • Façam de toda lembrança do passado um canto de ação de graças.
         • Somos pioneiras. É preciso sentir o peso da terra e marcar nossa passagem.
Nestes conselhos, temos os ingredientes. Vamos misturá-los bem e bater a massa, como fez aquela mãe que preparava um bolo… Depois, vamos assá-lo com o calor do amor, e teremos uma vida bela… Pois esta é a Receita da Vida, que garante uma vida bem vivida e, depois dela, uma recompensa ainda melhor.

Irmã Regina Maria Cavalcanti 

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