21 de Dezembro 2025

Nas leituras deste domingo de Advento vemos como Deus cumpre as promessas feitas ao seu povo e vem para nos salvar.

Isaías 7,10-16

Nesta leitura, o profeta Isaías se dirige com seu anúncio ao rei Acaz de Judá (Reino do Sul, 735 – 715 a.C.). Era um rei medíocre que não estava à altura das circunstâncias.

São tempos em que a Assíria está ameaçando… Em 722 a.C., destruiu Samaria e todo o Reino do Norte. A profecia deve ter sido pronunciada nos anos anteriores, quando a rainha estava grávida do futuro sucessor de Acaz.

Isaías deposita sua esperança nesse filho que está para nascer, já que não se podia esperar muito de Acaz. O novo rei foi Ezequias e foi um dos melhores reis que Judá teve…

Trabalhando junto com Isaías, souberam resistir ao avanço da Assíria.

Portanto, a profecia de Isaías se concretizou em Ezequias e ficou na memória do povo como um anúncio esperançoso, associada tempo depois com a vinda do Messias.

Mateus a vincula diretamente com Jesus. Ele faz uma nova atualização do texto já famoso, e desde então ainda mais famoso.

Na realidade, este sinal quer dizer que, apesar da grave situação que estão vivendo, Deus mantém a promessa de proteger a dinastia de Davi e todo o seu povo.

Salmo 80, 1-7. 17-19

Este salmo é uma súplica comunitária. O povo recorda, a partir de uma situação difícil, o princípio de Israel: que foi libertado de sua escravidão e levado à terra prometida, embora tenha perdido depois sua terra e sua liberdade por culpa própria.

Os descendentes de José pedem auxílio, invocando a Deus entre lágrimas e amargura. Expressam-se com verbos que mostram seu desespero. Dizem: “Desperta, Pastor de Israel!”, “Escuta!”, “Vem em nosso auxílio!”, “Volta-te para nós… Vem para nos salvar!”. O povo pede que Deus volte a agir em seu favor. É como pedir pela chegada de um Messias.

Certamente por isso escolheram este Salmo, muito apropriado, então, para o tempo do Advento.

Romanos 1,1-7

Como segunda leitura para este domingo, foi escolhido o início da carta de São Paulo aos Romanos porque em sua apresentação Paulo menciona a Jesus como nascido da estirpe de Davi segundo a carne, e constituído Filho de Deus com poder segundo o Espírito Santificador.

Esta frase pode ser lida como uma interpretação de Paulo da origem de Jesus. Pela linhagem de José, Ele é descendente de Davi, o que não é um tema menor, já que Jesus Messias é também um descendente de Davi. Mas não menos importante é o que diz Paulo na segunda parte da frase: Constituído Filho de Deus com poder segundo o Espírito.

Aí vemos algo que já conhecemos em Mateus. Por intervenção do Espírito, Jesus é Filho de Deus.

Mas há também uma diferença. Paulo diz que Jesus se constitui definitivamente Filho de Deus pela sua ressurreição dos mortos. Mateus antepõe isso ao momento de sua concepção. Há aqui um desenvolvimento teológico. Nos dias de Mateus e sua comunidade, já existiam ideias mais elevadas sobre Jesus Filho de Deus do que nos tempos de Paulo.

Evangelho Mateus 1,18-25

O texto central deste domingo é, é claro, o Evangelho de Mateus.

O anjo de Deus avisa a José que a gravidez de Maria provém do Espírito Santo. Não importam para Mateus e sua comunidade os pormenores da gravidez; o que o texto quer enfatizar é que Deus está comprometido com Jesus desde o momento de sua concepção.

Poderíamos fazer muitas perguntas interessantes, mas o que importa aqui é que Deus está agindo

… Ele também agiu na situação das outras mulheres mencionadas na genealogia de Jesus no início do capítulo: Tamar, Raabe, Rute e a mulher de Urias, que é Betsabé. Todas elas tiveram um estado civil um pouco delicado, tal como Maria.

De alguma maneira, Deus se intromete em suas situações e faz prevalecer a vida.

Aqui se dá um passo a mais. Jesus, aquele que esteve cheio do Espírito Santo, também foi criado pelo Espírito.

Deus segue comprometido com seu povo, cumpre suas promessas… Entra em nossa história para caminhar conosco…

E Nós Hoje

Isto é o que nós preparamos para viver com alegria neste Natal. Deus vem cumprir as promessas, uma e outra vez renovadas na História, até se fazer um mais como nós, como você e como eu, como nossos amigos, e nossos grupos onde podemos descobri-lo a cada dia em tantos gestos de amor, na ânsia de seguir buscando espaços de justiça, de irmandade, de projetos solidários… porque o amor é nossa essência mais profunda… Feliz Natal…

Como Assunção (Referência à Ordem Religiosa)

Olhamos para o Menino de Belém, sabendo que este menino frágil, nascido entre os pobres é o centro da história e de nossas histórias.

Como Igreja

Recentemente, o Papa Leão XIV nos deixa um sinal muito importante com sua Exortação Apostólica Dilexi (Eu te amei, Ap 3,9) para este mundo de hoje, onde os grandes interesses fomentam cada vez mais o individualismo e o desprezo pelo solidário.

Ele nos volta a afirmar, algo que hoje parece querer ser esquecido… Jesus nasce entre os pobres e caminha auxiliando os que sofrem. Diz-nos que a opção pelos pobres não é uma ideologia, mas a mensagem do Evangelho.

É tão simples quanto amar a Deus e ao irmão…

Uma mensagem tão antiga, e tão necessária de ser renovada… como o Natal…

Marta Podesta

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